Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Das coisas que não entendemos







Por que sentimos saudade?

Por que somos possessivos?

Por que somos esgoístas?

Por que nos sentimos no direito de "mandar" na vida de quem amamos?



Seria muito mais simples deixar a vida nos levar, sem preocupações com o amanhã, sem dúvidas quanto ao futuro...



* Esse é apenas um esboço de um tema a ser discutido a looooongo prazo...

Beijos ;)


Domingo, 1 de Março de 2009

Doses Homeopáticas...


"Não existe triunfo sem perda, não há vitória sem sofrimento, não há liberdade sem sacrifício".

(
J.R.R. Tolkien in The Lord of The Rings)
Mais uma gota...
- Eu tenho um segredo - disse ela ao vento
- Conte-me! - sussurrou ele ao seu ouvido
- Eu amo uma pessoa! - respondeu ela baixinho
O vento, então, encarregou-se de espalhar aos quatro cantos...
Ele não sabe guardar segredos!
Cleonice Braz, a apaixonada.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Das fraquezas humanas


Bem, não tenho fundamentação teórica para tal assunto, portanto, será um texto completamente subjetivo.

Como superar certas fraquezas? Não fraquezas físicas, mas psicológicas... coisas que foram impostas desde a infância... como desvincular de "valores" que já não valem quase nada?

Não é um momento de histeria, nem de revolta... é simplesmente uma reflexão...

Devem conhecer a historinha do elefante de circo... quando pequeno, é amarrado a uma estaca no chão, para ser adestrado... tenta se livrar, mas como não tem forças, não consegue e desiste. Quando cresce, o elefante nem tenta mais se soltar, pois convenceu-se que não consegue, apesar de agora ter força suficiente...

Assim é o ser humano... escravo de suas fraquezas...
Superá-las é o grande desafio... pois somos simultaneamente fortes e frágeis... a complexidade dos nossos pensamentos nos faz vítimas da ansiedade, assim, acarreta a submissão às situações que não nos são favoráveis...
Refletir... e fortalecer... é disso que precisamos.
Beijos ;)

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Feliz 2009!!!


Já faz algum tempo que não escrevo... Correria, puxa!!! Bem, mas cá estou eu de volta ao meu bom e velho blog... Em um dia e horário interessantes...

Falta pouco para 2008 "passar dessa para melhor"... e com ele vão-se também certas coisas que não foram boas neste ano... Ficarão as boas lembranças... os acontecimentos marcantes... e foram muitos!!

Podem me perguntar: O que você está fazendo em frente ao computador justamente agora?

Respondo:
1º- Não saí de casa, pois não tive folga do trabalho, então meu Rèveillon miou.
2º- O namorado está looooooooonge e sem net, então não passarei a virada com ele, nem virtualmente.
3º- Tenho o costume de escrever, em toda véspera de Ano Novo, minhas vontades e planos, para que estes possam se concretizar, então, hoje considerei escrever aqui. Pode parecer extremamente desinteressante para alguns, tanto é que minguaram as visitas do meu blog recentemente (preciso atualizar com mais frequência).


Pois bem, vamos às minhas listas:


Coisas a fazer:

1- Voltar a estudar idiomas
2- Ser mais prudente
3- Deixar o sedentarismo de lado
4- Organizar minha vida financeira
5- Economizar
6- Nunca deixar a alegria de lado
7- Criar um "Tempo para a Keo"
8- Fazer novos amigos e manter os antigos
9- Amar incondicionalmente
10- Dormir e acordar mais cedo.


Coisas a adquirir:

1- Livros
1.1- Tolkien
1.2- J.K. Rowling
1.3- Stephenie Meyer
1.4- Stephen King
1.5- Sidney Sheldon
1.6- Philip Pullman
2- CD's (vários)
3- Um PC novo (Urgente!!!! Meu jurássico já não está dando conta do recado)


Livros para ler (recém adquiridos, com leitura iniciada ou não):

1- O Guardião de Memórias - Kim Edwards (Presente da Rejane)
2- A Cabana - Willian P. Young (Presente da Valéria)
3- Concerto para Corpo e Alma - Rubem Alves (Presente do Marcos)
4- Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago (Idem)
5- Os contos de Beedle, o Bardo - J.K. Rowling (Presente de mim para mim mesma)
6- Dewey, um gato entre livros - Vicki Myron (Idem)
7- As Memórias do Livro - Geraldine Brooks (Idem)
8- Resistência - Agnès Humbert (Presente do meu amore)
9- Quando Nietzche Chorou - Irvin D. Yalon (Pior aquisição até hoje - será que um dia termino?)
10- O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón (Presente meu para o Rapha... amor, já terminou?)


Eu e minhas listas...
Entonces... é isso.


Aos que lêem este post... um novo ano de muito amor (muito mesmo, pois a gente merece!!!), muita saúde, muito trabalho (epa, pra mim um pouco menos que em 2008, senão eu surto total), muito dinheiro (estou precisando... aceitamos doações... hduashduashudhaa), muitas realizações, muito sucesso em tudo que realizarem, enfim, muitos momentos felizes!!!! Ah, e muitos posts para o blog!!!


\o/


Abrazos y besos a todos!!!


Ah, Ágata, ainda não escrevi algo decente que se adeque à sua sugestão, mas escreverei, me aguarde!!!


Até breve!!!

Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Para a minha metade... um poema, uma canção... o meu amor, meu coração!



Metade
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro




Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.



Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.



Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.




Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.



Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.



Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.



Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.



E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Você... eu...
o Yng... o Yang
Você...
Meu ponto de equilíbrio
Meu porto seguro
Meu aconchego...
Eu...
Só sou perfeita com você
Só sou completa com você!
Amo-te!
Vou-me ... apaixonada, inspirada...
Beijos ao amore...
E muuuuuuuuuuuuuuitos beijos aos amigos!!!
Em vocês também encontro a mais pura alegria!
Obrigada pela presença!!!

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Das horas felizes


Acordar espontaneamente, quando o sono acabar.

Tomar um banho gelado no calor ou um bem quente no tempo frio e começar o dia sutilmente perfumada.

Tomar um café de manhã.

Ouvir uma música boa no caminho para o trabalho.

Trabalhar com doses homeopáticas de risadas.

Ouvir o barulhinho da chuva antes de dormir.

Ler um trecho de um bom livro antes de dormir.

Ler. Sempre.

Escrever, buscar inspiração e não deixá-la escapar.

Passar o perfume preferido e se sentir poderosa.

Um chocolate em momentos drásticos.

Um vinho tinto com alguém especial...

Adoro o por-do-sol. A lua... cheia, crescente, minguante, nova... a sua luz!

Adoro a noite. Nela existo, sou, respiro, vivo.

Gosto de música. Muito. Vários estilos. Mas música boa, que faça bem à alma, ao corpo ou ao coração. Ou a tudo junto.

Gosto de filmes. Cinema! Tela grande, pipoca e colo de namorado.

Beijo, demorado e de tirar o fôlego.

Abraço, apertado, daqueles que não se sente vontade de largar.

Sentir o perfume daquele que demora, mas vem. E guardá-lo na memória, pra quando estiver longe.

Gosto de conversar. Muito, com muita gente. Com mãe, amiga, irmão, irmãe, namorado, sobrinho, sobrinha, colega, cliente, estranho, idoso, criança.

Gosto de dirigir. E tenho procurado dirigir minha própria vida.

Gosto de escrever (percebe?). Qualquer coisa, poema, prosa, tudo isso ou nada disso.

Gosto de internet (até demais)... E nem sempre tenho resultados produtivos com essa danadinha... rs...

Gosto de parêntesis (mesmo?), de reticências... rs... de ironias... (sério?)... de brincadeiras.

Gosto de senso de humor. Explícito. Velado. Negro. Gosto do nonsense.

Gosto de gatos. Sua postura diante do mundo, sua ousadia, seu modo de conseguir o que quer. Gatos são quase humanos. Mas quase como poucos humanos. Poucos são dignos de tal comparação.

Gosto de fotos. Dos momentos esternizados por elas. Fotos auxiliam a memória, quando esta falha.
Gosto de gente que se gosta. Gente que sorri. Gente que ri de si mesmo. Gente que dá a mão.

Amo as sutilezas. Amo as palavras. Amo a feliz combinação das duas coisas.

Amo a cor vermelha. Pra mim, vermelho é vida. Fogo, amor, paixão, desejo, romance, energia.

Sou uma romântica incurável!

Sonho com tulipas vermelhas.

Gosto de incenso e luz difusa.

Gosto muito, de muita coisa.

Amo a vida, apesar e além de tudo.

Nela está meu mundo, meu destino, minha missão.

Amo as coisas simples, mas gosto das coisas chiques... rs...

Amo o vento no meu rosto, o frio que arrepia... o calor da pele amada.


Sentir borboletas na barriga, quando me pego apaixonada.

Amo o que há de bom e belo, pois bondade e beleza vem do coração.









* Foto retirada de um outro blog, só não me lembro qual... plaft!

* Este post poderia se intitular "Das coisas que eu gosto", como prometido à Ágata, mas creio que tudo que gostamos, nos faz de alguma forma felizes.


Sinto que ainda falta muito... mas por hoje está mais que bom!!!





Boa noite... 23:52 ... hehe... Esqueci que trabalho amanhã... rsrs...

Beijos aos leitores amados =)

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Momentos


Ele chegou, analisando, observando tudo ao seu redor, um novo lugar, novas pessoas, e foi então que a viu sentada, quase escondida atrás de um balcão, em frente a um computador, parecendo alheia à sua presença. Um cumprimento discreto, e mais nada. E assim se encantou como jamais tivesse encantado por alguém antes.
Ela o viu chegar, mas, reservada, apenas um oi, foi o que disse. Ele se juntou aos outros, numa pequena confraternização, daquelas com a única finalidade de comer alguma bobagem e jogar conversa fora. Mas ele só observava sério, centrado, apenas observava, ainda meio sem jeito, mas a observava.
Ela se juntou a eles, mas não se sentiu no direito de conversar muito com ele, um desconhecido, aparentemente introspectivo. Acabou se envolvendo numa conversa superficial com seus conhecidos, pessoas próximas, mas nunca deixando de observá-lo. E foi assim que notou sutilmente que ele a observava com certo interesse, curiosidade em saber quem era aquela garota que ali se encontrava.
Então num impulso, talvez meio relutante, por curiosidade em saber mais sobre aquele garoto, ela, pensando no que falar, perguntou:
- Você não mora aqui, não é mesmo? Estuda em outra cidade? Já se formou?
Ele sem esperar aquela pergunta direcionada a ele, ainda sem jeito porem com todo encanto em sua mente, respondeu:
- Sim, sim, eu me formei ano passado, trabalho na minha área em outra cidade.
Bem, nada mal, ele conversa - ela pensou - e eu falo demais, daqui a pouco acabo falando besteira...
Chegaram mais pessoas, e o assunto não se estendeu. Mas ela continuava observando-o. Observava a maneira como ele era educado e gentil, principalmente com seu pai, que o acompanhava naquele dia.
Ele, sem saber de nada sobre aquele anjo que ali se encontrava, já imaginava que era apenas mais um sonho que não poderia ser realizado, pois pensava que ela era casada com alguém que ali estava. Foi quando percebeu que na verdade aquele anjo não era nada de ninguém ali, talvez parentes – ele pensou. Mesmo assim sua timidez não o deixou aproximar-se o suficiente para conversar mais, pois era de sua natureza não saber lhe dar com sensações que não conhecia.
Ela, extrovertida, falante, desastrada e delicada. Ele, sério, introspectivo, centrado, era o que deixava transparecer.
Aqueles momentos duraram tempo suficiente para o encanto à primeira vista dele crescer dentro de seus pensamentos e sentimentos. E aquele momento passou como todos os outros momentos, e sem que ambos percebessem, naquele momento uma nova historia começou.
E os dias passaram, o tempo carregava para o passado aquele momento. Ela não pensou muito naquele garoto cujo primeiro contato tinha sido o mínimo o bastante para não continuar. Ele sim pensou nela algumas vezes, quando seus pensamentos do nada buscavam os mesmos momentos que tivera passado dias atrás. Com certa vontade, meio inexplicável de encontrar aquele “anjo” novamente em sua vida, ele tentou vencer o receio e a timidez para entrar em contato com ela, mas sem saber por que exatamente não levou adiante aquela vontade. E outros dias se passaram.
Sabe-se lá o que o destino reserva para cada uma das pessoas. Tal foi a surpresa dele, o dia em que do nada, ela entrou em contato com ele, pela internet, não intencionalmente, mas para fazer um favor, para que o pai dele soubesse dos planos de seu filho, pois o mesmo pretendia se mudar para outra cidade.
Ele, totalmente surpreso, ficou imensamente feliz pelo acontecimento que sempre desejara. Então começaram a se falar com mais freqüência. A cada frase, a cada momento, se descobriam. Os dias se passavam e agora o momento que antes estava condenado a pertencer ao passado se concretizava no presente, e fortalecia cada vez mais um futuro ainda incerto.
Começaram a expor detalhes de suas vidas, partilharam momentos, confissões eram feitas, certa amizade tinha surgido, um prazer enorme do contato, da conversa tinha se criado. Alguns detalhes silenciosamente o feriam, como uma faca ao cortar seu coração ao meio, e o que restava era apenas aceitar, pois até então estavam apenas no inicio de uma amizade.
O contato entre eles no inicio foi virtual, pois moravam em cidades diferentes e se não fosse pelas dádivas da internet, talvez nem se encontrassem novamente, nem por acaso!
E mais dias se passaram. Agora sentimentos se misturavam e ele começava a ter a absoluta certeza que por ela tinha se apaixonado. Tentara expor esses sentimentos da forma mais sutil possível. Ela, relutante, achava que a distância seria um empecilho, que deveriam ter calma, pois ate então somente uma vez tinham se visto. Ele, sem saber que sentimentos iguais e talvez maiores nesse momento nasciam do coração dela, sensível e gentil, a conquistou, e assim, a convenceu de que não teria nenhum obstáculo caso ela aceitasse os sentimentos dele, retribuindo, caso seu coração falasse mais alto.
Duas semanas, depois que chegaram à conclusão que estavam apaixonados pelo jeito um do outro, foi o tempo que demorou a se encontrarem novamente. Ela transpirava ansiedade pela chegada dele, mas não uma ansiedade adolescente, que deixa as pernas bambas, mas uma expectativa doce, como borboletas voando dentro do estômago.
E no dia do reencontro, ela a viu de longe, a viu se aproximar e a abraçou. Foi tamanha a intensidade do abraço que parecia que aquele momento não iria acabar. Então a beijou no rosto, um leve e doce beijo que demonstrava todo seu carinho por ela. E juntos saíram. E conversaram! Como conversaram! Ele se comportava como um gentleman e conversava bastante, talvez por influência do nervosismo, da ansiedade. Ela tentava se mostrar serena, mas tremia por dentro, mas sentia segurança nele, uma paz que só podia surgir de sentimentos bons, intensos e verdadeiros.
- Você é meu porto seguro! - Disse ela após cinco segundos de uma troca de olhares que no intimo durou uma vida inteira. E juntos agora estavam, sentindo o vento fresco da noite tocar-lhes a pele, e conversaram, e se olharam, se sentiram e foi quando se beijaram.
Um beijo tão suave, doce e intenso, tão carinhoso que ela não queria que terminasse jamais. Naquele momento ele só pensava nela e o mundo inteiro ao redor deles de nada importava.
Foi o primeiro de muitos outros beijos, abraços e carinhos que vieram depois. A cada dia se descobriam ainda mais e reconheciam um no outro, qualidades que faziam se encantarem ainda mais. Começaram a fazer planos, sonhar juntos, a compartilhar desejos e vontades de um futuro bom e a certeza que se amavam se concretizava.
Essa historia ainda não acabou... Eles vivem agora uma intensa e linda historia que tem perspectivas para um futuro distante (não tão distante assim). Planejam ter uma casa aconchegante com dois gatos e uma biblioteca. E água corrente no jardim de inverno. E uma rede e um tapete felpudo. E lençóis leves e brancos. E leitura noturna, todos os dias, de um para o outro, antes de dormir. E sabores e cheiros e temperos. E terão bons e maus momentos. Sempre juntos. Sempre.
Que assim seja.
...